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Cinema

The Kill Room – O submundo da Arte

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Kill Room

À primeira impressão, The Kill Room parece ser um filme genérico para o seu género. Dois mafiosos que por acaso estão atrelados a uma operação ainda maior e precisam de um esquema para conseguir dinheiro limpo, enquanto por coincidência, uma vendedora de arte está com problemas na sua galeria e precisa de uma solução para vender arte. Mas a magia deste filme aparece não no exterior, mas no interior do guião.

Porque este não é um filme de crime normal, existe muita escavação necessária para entrar na mente da história. Não digo que seja uma obra-prima e que é bastante incompreensível, mas a proposta que apresenta, ao tentar contar uma história simples e genérica (os próprios produtores sabem disso) é apenas uma forma de fazer uma enorme crítica social ao negócio da arte.

Aprofunda como as pessoas são extremamente manipuláveis e como a sociedade vê “arte” em todos os locais. É um facto que neste universo não existe uma forma de descrever a palavra, tanto que um urinol de “Marcel Duchamp”, uma Mona Lisa de Da Vinci e até mesmo uma banana colada à parede de Maurizio Cattelan podem ser igualmente conceituados. Já que não existe uma verdadeira definição, o filme usa isso para criar uma história onde tudo é facilmente explicado com pequenas narrativas “falsas” mas que, aos olhos da verdade, não são comprovadas como tal. Os valores exorbitantes, o fácil fascínio por um artista desconhecido e a facilidade com que as coisas acontecem em nome da arte não são mais que facilidades baratas, mas plausíveis, que o conceito deixa passar.

Em termos de personagens, o nosso trio é constituído por: Patrice (Uma Thurman), Reggie (Joe Manganiello) e Gordon (Samuel L. Jackson). O desenvolvimento das personagens ocorre apenas em momentos em conjunto. A ligação com outros personagens é meramente importante, destacando-se mesmo o conflito entre o opressor e o oprimido, quando Reggie precisa de se libertar daqueles a que “deve a vida”.

Resumindo, “The Kill Room” é um filme interessante do ponto de vista artístico que deixa valores e questões importantes a serem questionadas, embora não abunde na comédia e na violência, como o nome o sugere.


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Um jovem rapaz que adora o mundo do Cinema e da Televisão. É técnico de som e por isso o seu amor reside nas bandas sonoras. A sua inspiração é o Hans Zimmer e o John Williams. Adora ficção científica e super-heróis, mas não descarta as outras áreas.

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