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Cinema

Guardiões da Galáxia Vol. 3: A última aventura de James Gunn

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Guardiões

James Gunn escreveu a mais bonita carta de amor à Marvel com este Guardiões da Galáxia Vol. 3 – sempre que alguém precisar de lições de como acabar uma trilogia, ele é a pessoa certa a quem recorrer.

Os guardiões estão num estado de apatia e calma social com um Peter Quill (Chris Pratt) a sofrer por uma variante de Gamora (Zoe Saldaña), que não se lembra dele, enquanto os restantes constroem o seu lar. Tudo muda quando Rocket (Bradley Cooper) é alvo de um atentado e – entra Adam Warlock (Will Poulter) – fica com a vida em risco. Os nossos heróis avançam então numa corrida contra o tempo para salvar um dos seus.

“Are you ready for one last ride?”

Este filme faz o que Ant-Man & The Wasp: Quantumania não foi capaz: o último filme de uma trilogia que se foca nos detentores do título e não outra peça que apenas poderá servir para o futuro da Multiverse Saga. Após dez anos, temos uma despedida emocional, cheia de crescimento e desenvolvimento aprimorado das personagens tão distintas deste grupo de desajeitados galácticos.

Peter Quill, Star-Lord e capitão do grupo, é uma personagem que abdica do estatuto de protagonista dividindo-o com Rocket – o guaxinim CGI que irá meter meia sala de cinema a chorar – e com a complexidade emocional de Mantis (Pom Klementieff) e, talvez para surpresa de muitos, Drax (Dave Bautista). De uma certa maneira, esta história foi escrita para retirar todo o potencial das personagens, algo efetuado com sucesso.

“He didn’t want to make things perfect. He just hated things the way they are.”

O vilão, The High Evolutionary (Chukwudi Iwuji) tem tudo o que se pode pedir num antagonista perfeito e conquista o medo do público logo de início. Adam Warlock talvez não tenha sido o que muita gente esperou, mas é importante colocá-lo em contexto: é apenas uma criança no corpo de um homem e reage de acordo com isso, revelando emoções descontroladas e com muita aprendizagem sobre o mundo pela frente.

Há também alguns desempenhos em Guardiões da Galáxia que merecem toda a atenção, como o irmão do escritor e diretor deste filme, Sean Gunn, com a interpretação de Kraglin, que mesmo sendo curta, é digna de mérito; e a atriz portuguesa, Daniela Melchior, que faz a sua estreia na MCU com Ura. Outras caras conhecidas merecem ficar numa zona spoiler-free.

E não dá para não falar da banda sonora, a incrível coletânea de músicas dos anos 80, 90 e 2000 que é imprescindível para acompanhar esta aventura. Nunca mais se irá ouvir Creep (Radiohead), Dog Days Are Over (Florence + The Machine) e Reasons (Earth, Wind and Fire), da mesma maneira.

“We are Groot!”

Atenção: Há duas cenas pós-créditos.