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Cinema

“Black Panther: Wakanda Forever” – uma mensagem poderosa e uma bonita homenagem que merece ser vista

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Já chegou! Black Panther: Wakanda Forever (Black Panther: Wakanda para Sempre, como título em português) é considerado como um dos filmes mais aguardados da Marvel Studios, tendo sido realizado por Ryan Coogler e produzido por Kevin Feige e Nate Moore. E assim, finalmente estreou com uma homenagem profunda e bem merecida a Chadwick Boseman, ator falecido em 2020 que dava a pele a este super-herói no seu primeiro filme, criando assim, um novo rumo para o seu legado!

Letitia Wright, Lupita Nyong’o, Winston Duke, Danai Gurira, Tenoch Huerta, Everett Ross e Angela Bassett são alguns dos nomes que fazem parte desta produção.

Desta vez, a Rainha Ramonda (Angela Bassett), Shuri (Letitia Wright), M’Baku (Winston Duke), Okoye (Danai Gurira) e as Dora Milaje (incluindo Florence Kasumba), lutam para proteger a sua nação da intervenção de potências mundiais, na sequência da morte do rei T’Challa. Enquanto os Wakandianos se esforçam para abraçar o próximo capítulo, os heróis unem-se com a ajuda de War Dog Nakia (Lupita Nyon’o) e Everett Ross (Martin Freeman) para descobrirem um novo caminho para o reino de Wakanda. Além disso, vai-nos ser apresentado Namor (Tenoch Huerta), rei de uma nação submarina oculta que tem um plano próprio para o seu povo.

Como referido anteriormente, esta produção tem um grande foco em homenagear a extraordinária vida e legado de Chadwick Boseman não só através desta história contendo lembranças bem bonitas de Chadwick Boseman na personagem de T’Challa, mas também com a sua banda sonora, sendo que a música principal da mesma “Lift Me Up” de Rihanna foi criada com esse mesmo propósito.

 

Apesar de ter ocorrido a morte do seu líder, esta história continua a apresentar tão bem a essência tão única e protetora de Wakanda que por mais tragédias que possam vir a acontecer, esta nação poderosa e resiliente mantém-se como um povo unido que sofre em conjunto, mesmo que cada um expressa o luto e a sua dor de um modo diferente e tenha a sua forma de lidar com a perda. E mesmo vulneráveis, os Wakandianos tentam fazer aquilo que acham que seja o mais correto por mais ameaças que possam vir a surgir para a sua nação.

Um dos pontos altos deste filme é sem dúvida, a forma como o povo de Wakanda homenageia o seu líder falecido com todos os costumes, tradições e rituais que são realizados para tal, ao mesmo tempo que acompanhamos uma perspetiva de fé e espiritualidade tão singular e cativante, perante os habitantes de Wakanda. Estes foram sem dúvida, momentos muito simples e calorosos que tiveram um significado imediato e bem especial para quem vê.

Além de abordar o tema do luto, da perda e da vingança, continuamos a observar as relações diplomáticas que Wakanda tenta manter com outras nações, mesmo que algumas tenham os seus próprios planos para adquirirem mais poder, mostrando assim, o quanto perigoso pode ser quando uma substância imprevisível e poderosa como vibranium cai nas mãos erradas e é utilizada por razões egoístas. Por isso, percebe-se muito bem porque os Wakandianos não querem partilhar vibranium, nem a sua tecnologia avançada com mais ninguém!

Também tivemos a apresentação de uma nova nação que acredito que ainda tem muito por onde se explorar. É liderada por Namor, um mutante como ele se define com um passado que é responsável pelo seu comportamento atual. Lá no fundo, o público consegue simpatizar com os motivos pelo qual o Namor faz o que for preciso para proteger o seu povo, mas será que o caminho dele é o mais indicado para cumprir com a sua missão? Aos poucos, vamos aprendendo mais sobre esta nação submarina oculta, as suas características, a sua cultura e o seu líder, sendo que quando é necessário estão prontos para lutar na superfície com armas bem diferentes do esperado. Tenoch Huerta merece elogios ao seu papel antagonista de Namor que é apresentado pela primeira vez na MCU.

Este é daqueles filmes que tem um pouco de tudo e a pessoa tem expetativas elevadas e não sabe muito bem o que esperar. Mesmo assim, esta produção ainda consegue surpreender mais pela positiva, criando assim, uma maior vontade em querer acompanhar mais aventuras desta nação tão peculiar e especial que nos está sempre a ensinar uma lição de vida nova.

O desempenho do elenco está fantástico, sendo importante destacar as interpretações incríveis de Angela Bassett, Letitia Wright e Danai Gurira. Com as suas personagens, estas guerreiras têm a capacidade de nos mostrar as suas vulnerabilidades e também apresentar o modo característico com que cada uma lida com a perda e como processam o seu luto, mostrando os conflitos e as dificuldades que vão sendo sentidas.

Não há muitas produções como Black Panther: Wakanda Forever. Uma história intimista bem contada com o seu lado complexo e vulnerável feita com amor que cria um impacto a todos os níveis e traz ao espetador uma mistura de emoções como se fosse uma grande montanha russa, contendo uma homenagem bonita, forte e bem elaborada que é sentida por cada um. Ainda é um filme constituído por um argumento sólido a um ritmo certo, juntamente com uma banda sonora fantástica que fica no ouvido, sem não esquecer os ângulos de filmagem espantosos misturados com cenas em câmara lenta que fazem todo o sentido e criam o resultado desejado.

Graças à MCU, nós estamos sempre a aprender coisas novas e este filme é mais um desses exemplos que nos deixa plenamente agarrados ao ecrã. Desde o início até ao fim que vamos acompanhando a jornada que cada uma das personagens tem de passar e sem dúvida, consegue eficazmente cativar o espetador, chegando a um ponto que a pessoa nem dá conta do tempo a passar e sai do cinema completamente sem palavras. Os efeitos visuais continuam a não desiludir e a serem excelentes, apresentando uma enorme qualidade, incluindo as culturas e respetivos cenários de duas nações ricas à sua maneira e muito diferentes entre si, mas com alguns valores semelhantes.

Black Panther: Wakanda Forever tem as suas cenas de luta extraordinárias que são entusiasmantes e criativas, sendo que foi eletrizante ver mais uma vez Black Panther em ação. Foi muito bem filmado, produzido com maturidade, cuidado e com um coração totalmente aberto, tendo atenção a todos os detalhes e respeitando o legado que se iniciou com o primeiro filme. E ainda, o seu resultado transmitiu uma mensagem bem poderosa e uma bonita homenagem que merece ser vista e que irá ficar na memória dos fãs deste universo!

Agora para terminar que venham mais participações de Black Panther! E WAKANDA FOREVER!

Este artigo pertence à nossa redatora Ana Calado e podes consultar este e outros artigos aqui:https://ageektraveller.blogspot.com/2022/11/filme-black-panther-wakanda-forever-uma.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Autêntica geek, principalmente com tudo relacionado com filmes e séries. Esta é uma das minhas grandes paixões, de tal forma que eu resolvi criar um blog, onde partilho a minha opinião sobre o que vejo do universo dos filmes e das séries: A Geek Traveller.