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Rick and Morty: T7 – Diane, até um dia!

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Rick and Morty

Rick e Morty regressam para novas aventuras de 10 episódios. Mas este ano, algo está diferente. Não tanto dentro da série mas sim na  produção. No início de 2023 um dos criadores da série, e o principal dobrador da dupla de protagonistas, Justin Roiland, foi acusado de violência doméstica. Esta notícia levou à sua demissão e a um possível cancelamento da série. Em Outubro foi revelado que os dobradores Ian Cardoni e Harry Belden tinham sido escolhidos como os novos representantes da dupla Rick e Morty respetivamente.

Dado um pouco de contexto de toda a jornada da nova temporada, posso dizer que a nova dupla fez um papel incrível ao recriar as vozes dos protagonistas, já que em momento algum foi percetível a mudança de dobradores.

Esta nova temporada entrega um humor mais refrescante, possivelmente pela tentativa da série se adaptar aos novos “ares” que a produção levou. O humor inteligente continua a ganhar destaque enquanto a parte mais “gore” é apenas apresentada quando necessário, o que leva o espectador a entender que a série ainda está no comando de si mesma, sem a necessidade de introduzir momentos cómicos sem sentido. Senti que houve espaço para mais referências da cultura pop atual e antiga, especialmente com o episódio “Rise of the Numbericons: The Movie”, uma espécie de Star Wars com Transformers, um toque de Lord of the Rings e algumas referências até ao Homem-Aranha. De certeza um dos meus episódios favoritos da série.

Mas foi o episódio “Unmortricken” que ganhou a batalha de melhor episódio da temporada. Este episódio é introduzido dentro da “lore” da série (fugindo aos típicos episódios soltos que vemos todas as temporadas) e traz-nos dois “velhos” conhecidos da série, o Rick Prime e o Evil Morty. Durante a procura pelo Rick Prime no vasto multiverso, a dupla acaba por encontrar o Evil Morty e unem-se a ele para tentarem apanhar o Rick Prime. Não entrando em muitos spoilers, este é um episódio que nos traz uma conclusão (esperamos) a este encontro que já vem sido apresentado desde 2013. A busca insana pelo assassino da sua mulher leva Rick a ter de procurar alianças improváveis para confrontar o seu maior inimigo.

É sentido que Rick e Morty tiveram um bom desenvolvimento durante esta temporada. Ambos fecharam alguns capítulos e atravessaram momentos de auto-descoberta que os levarão a novos horizontes para o que resta da série.

Para o resto da família, tudo continua o mesmo. A Summer continua sarcástica, Jerry continua a ser o Jerry e as Beths continuam controladoras (apesar de não se terem destacado como o resto da família). Por falar em destaque, a Summer e Jerry poderão desfrutar de alguns episódios só para eles que com certeza foram uma mais valia para os seus personagens. Podemos até usufruir de um episódio solo sobre o relacionamento do Jerry e do Rick (Episódio 7×02 – “The Jerrick Trap”) que com certeza entreteve bastante o espectador e rendeu bastantes gargalhadas.

Resumidamente, esta 7ª temporada de Rick and Morty foi mais um presente para os fãs que puderam ver conclusões de histórias antigas, bons desenvolvimento de personagens, jornadas de auto-descoberta e uma dose dupla do mesmo humor e referências que a série nos habituou.


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Um jovem rapaz que adora o mundo do Cinema e da Televisão. É técnico de som e por isso o seu amor reside nas bandas sonoras. A sua inspiração é o Hans Zimmer e o John Williams. Adora ficção científica e super-heróis, mas não descarta as outras áreas.

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