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OS CINCO JOGOS QUE TE VÃO TIRAR O SONO!

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Como grande fã de jogos de terror, já experimentei de tudo: os que prometem que tiram o sono e nem uma insónia nos dão, os que se baseiam em jumpscares mas com pouco desenvolvimento em termos de gameplay ou narrativa e até alguns que qualquer semelhança com uma comédia é pura coincidência, mas hoje estou aqui para vos dar a conhecer os meus cinco videojogos favoritos, seja pelo lado mais grotesco da história que os envolve, aos mistérios que alguns ainda hoje não sabem responder, a realidade é que muito mais do que tirar o sono, estes títulos revelam o que de melhor, na minha opinião, se tem feito nesta área, principalmente por nos mostrarem que existem muitas formas diferentes de deixar o jogador completamente aterrorizado.

P.T. (PLAYABLE TEASER – SILENT HILLS)

Aquele que até hoje levanta os maiores mistérios e mantém vivas várias teorias da conspiração sobre os motivos que levaram Hideo Kojima a criar este Playable Teaser, até à história que suporta a personagem desfigurada que nos persegue entre as quatro paredes da casa sombria da qual não conseguimos escapar, remete-nos às origens dos jogos de terror psicológicos, mais focados nos ambientes sombrios, nos sons que deixam a nossa mente imaginar o que estará por trás de cada esquina e nos levam no fundo, numa experiencia sensorial que faz com que sintamos que estamos dentro daquele espaço a viver aqueles momentos.

Claro que teria que sair tudo da mente de Kojima, criador de várias franquias e videojogos de sucesso na indústria, com uma mente criativa sem igual e uma sensibilidade extraordinária que nos faz sentir em cada detalhe a sua preocupação em oferecer ao jogador a melhor experiência possível. Neste caso, o P.T. foi mais uma vez envolto em grande mistério, como alguns dos lançamentos de Hideo, que anunciava uma continuação da saga Silent Hill. Desta feita, temos o espírito de Lisa sempre atrás do jogador (e digo isto de forma literal, existem vários vídeos que comprovam que o espírito dela está constantemente a perseguir-nos pela casa o que torna a jogabilidade ainda mais assustadora), numa casa da qual não conseguimos escapar e que está carregada de fenómenos paranormais. A tensão que é criada em cada loop, principalmente motivados pelos efeitos sonoros, num rádio que ora relata os acontecimentos macabros que levaram à morte dos moradores daquela habitação, ora no segundo seguinte começa a falar num dialeto impercetível, até à mítica frase que o caracteriza “Look behind you. I said, LOOK BEHIND YOU” faz com que esta seja uma autêntica viagem imersiva no que toca a jogos de terror. Desde 2014 a abrir caminho aos seus sucessores, que como vão poder ver por esta lista, em muito se têm inspirado neste título para conseguir efeito único que este teve na indústria.

DEVOTION

Prepara-te, porque quando carregares em “Novo Jogo”, vais mesmo desejar nunca o ter feito. Devotion é um videojogo muito pouco conhecido pelas massas, mas revelou em muito pouco tempo ser a experiência de terror mais bem conseguida, num geral, dentro deste género. Um título extremamente bem concebido, tanto na sua história como nos gráficos aprimorados e nos ambientes misteriosos e sobrenaturais que deixam até os mais céticos com os pelos da nuca arrepiados.

Desenvolvido pelo estúdio tailandês Red Candle, cultura bem conhecida por nos trazer os filmes de horror psicológico mais marcantes, este não ficou para trás neste quesito sendo que não raras vezes os próprios cenários e os sons que nos perseguem dentro do jogo dão-nos os piores pesadelos quando nos desligamos dele.

Envolto em polémicas, já foi banido da loja Steam e encontra-se nesse estado até hoje devido a controvérsias pelos utilizadores chineses que consideraram insultuoso um dos conteúdos apresentados neste título, que retrata a história de uma família tailandesa do qual controlamos Du Feng Yu, um argumentista casado com uma famosa cantora, com quem tem uma filha que aspira seguir as pisadas da mãe, a Du Mei Shin. Parece uma narrativa normal, até percebermos que Du Feng Yu nunca revela a sua face nas várias fotos espalhadas pela casa e vive perturbado por pensamentos negativos e figuras sobrenaturais que o levam a acreditar que alguma coisa de muito errado se passa com a sua filha, procurando na religião o seu refúgio.

Um videojogo baseado pela exploração de várias versões do mesmo apartamento em Taipei, com algumas inspirações notórias às mecânicas em loop do P.T. onde os espíritos e o sobrenatural estão constantemente à espreita, prontos para nos pregar um imenso susto. Se és fã de terror e ainda não experimentaste, aconselho vivamente dar-lhe uma hipótese.

VISAGE

O aclamado sucessor espiritual de P.T. continua no pódio dos jogos de terror mais realistas e assustadores que já experienciei. Um título independente, financiado por uma campanha Kickstarter que mostra que os Indies também nos podem trazer experiências equivalentes a um AAA.

Dentro de um ambiente sombrio o jogador encontra-se numa casa sozinho, onde os fenómenos paranormais vão decorrendo cada vez com mais intensidade quanto maior for o envolvimento na história, explorando os quatro cantos da habitação por onde já tantas pessoas já passaram, com estadias muito pouco pacíficas, diga-se de passagem. Vamos aos poucos percebendo que nada é deixado ao acaso e decifrando o que é que os espíritos que ali ficaram presos querem comunicar connosco.

Aqui é-nos dado a escolher entre três capítulos diferentes, podendo até afirmar que existem três videojogos num só. Alguns são terror puro, outros baseiam-se mais no suspense. O “Capítulo 1: Lucy” é considerado o mais aterrorizador dos três, onde somos perseguidos pelo espírito de uma menina possuída por uma entidade maligna (fisicamente muito semelhante à Samara do The Ring), enquanto deciframos a sua história. O “Capítulo 2: Dolores” é o mais inspirado ao que na minha opinião, seria a versão final de P.T. de Hideo Kojima e o “Capítulo 3: Rakan” acompanha a mente paranoica do seu protagonista, em momentos de tensão que levam o jogador para fora da casa, num hospital psiquiátrico.

Qualquer que seja o capítulo que desejes começar, tenta terminar toda a história, se conseguires, porque não é realmente nada fácil explorar um ambiente onde o perigo se pode encontrar em qualquer canto e muitas vezes surge sem aviso.

STORIES UNTOLD

Stories Untold tornou-se rapidamente num dos meus jogos de terror favoritos por motivos completamente distintos dos anteriores. Trocamos os ambientes grotescos e os espíritos constantemente à espreita por experienciar tudo através da nossa própria imaginação. Curiosos? Também fiquei e a realidade é que o seu ponto mais forte é o facto de fazer a nossa mente viajar pelas histórias com as quais estamos a interagir, colocando o jogador em vários cliffhangers surpreendentes.

Nas quatro narrativas que este videojogo nos apresenta quero salientar sem dúvida a forma como o argumento foi construído e as diferentes mecânicas incorporadas. Por um lado temos uma narrativa que nos coloca constantemente em dúvida sobre o que realmente está a acontecer e que nos faz acreditar que existe muito mais para além do que nos estão a querer mostrar, por outro, cada capítulo tem a sua própria diferenciação em termos de jogabilidade: ora temos um point and click, ora temos que colocar comandos num computador inspirado no Spectrum 128k para progredir, ora controlamos efetivamente a nossa personagem por um hospital abandonado, enfim, esta distinção faz com que efetivamente não existam momentos mortos neste título.

Se o que procuras é uma aventura diferente dentro do universo de terror, que não leve o jogador obrigatoriamente a explorar o sobrenatural ou a matar zombies, este é mesmo o videojogo que deves experimentar. E não te esqueças: nada é o que parece.

AT DEAD OF NIGHT

Um grupo de amigos que estava a caminho de uma aventura na natureza e depara-se com uma terrível tempestade. A solução? Hospedar-se no hotel mais próximo que neste caso, fica no meio de nenhures e é propriedade de um homem com um ar pouco amigável. Este é só o início da história de At Dead of Night, que leva o jogador numa experiência imersiva entre as paredes e os quartos deste sombrio local.

A grande diferença entre este título e os anteriores é sem dúvida a forma como foi construído, combinando gráficos com ação ao vivo, ou seja, uma mistura de filme e videojogo, que traz a autenticidade perfeita para nos fazer acreditar que somos nós a percorrer os mistérios do hotel. Quando ficamos a saber que os nossos amigos “desapareceram” e que somos a única sobrevivente, juntamente com o estranho proprietário, começa a verdadeira caça ao homem e ao fantasma. Confuso? No fundo fomos trancados e não conseguimos fugir, sendo que a única solução é realmente ter uma ajuda paranormal para salvar o dia. É-nos fornecida uma espécie de Spirit Box que comunica com os espíritos que ainda preambulam por ali à espera que seja feita justiça pela sua morte e enquanto somos guiados pelo sobrenatural encontramos pistas e resolvemos os seus mistérios, enquanto fugimos de Jimmy e tentamos ao mesmo tempo compreender o que aconteceu com os nossos amigos, numa experiência Point and click de mecânica relativamente fácil, mas com alguma complexidade no que concerne à solução dos casos.

Este modo detetive é uma constante e faz-nos ficar cada vez mais agarrados à história deste local remoto, onde pouco resta. Também é importante salientar que não existe jogo de terror até agora que tenha experienciado que dependa tanto do som como este. Quando nos escondemos em cada quarto, temos mesmo que prestar atenção aos barulhos que Jimmy faz e se estão próximos ou não para podermos continuar a circular pelos corredores livremente.

Um título bastante imersivo, com uma história que nos é revelada à medida que concluímos os diferentes desafios, bem como a perseguição constante a que somos sujeitos, leva a momentos de bastante tensão onde o maior medo não é do desconhecido, mas sim de algo bem real: um psicopata.

E tu, já experimentaste algum destes títulos ou vais dar-lhes uma hipótese?

 

 

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Metade humana, metade geek, esta espécie rara do universo gaming não dispensa uma tarde de jogatinas como nos bons velhos tempos com os vizinhos do bairro. Mal sabia ela que esta pequena paixão um dia se ia tornar num verdadeiro amor pela Cultura POP, daqueles para a vida toda. Jogos, animes, k-pop, séries, filmes, venham eles e é uma miúda feliz. Fazer gameplays é totalmente a sua praia, por isso criou o seu ninho da felicidade no Youtube, onde se dedica ao melhor hobby de todos, que a faz dar as maiores gargalhadas e permitiu encontrar a comunidade onde pertence, sem limites nem julgamentos.

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