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5 MOTIVOS PARA JOGAR Visage (2020)

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5 MOTIVOS

Se procuras uma experiência imersiva no mundo do terror, com um ambiente arrepiante e uma narrativa bem conseguida, estás no sítio certo. “Visage” é, na minha opinião, o melhor jogo atualmente dentro do género, ou não fosse ele um sucessor espiritual do aclamado demo “P.T.” de Hideo Kojima, que sete anos após o seu lançamento, ainda é considerado por muitos a jornada mais assustadora dentro deste universo, iniciando naquela época uma nova era de terror psicológico com puzzles enigmáticos, assombrações grotescas atrás de cada esquina, estímulos visuais e auditivos que deixam o jogador completamente imerso e que acabou por se manifestar em muitos outros títulos da atualidade, como “Resident Evil VII: Biohazard”, “Layers of Fear” e neste caso na minha opinião é mais bem-sucedido, “Visage”. Este é o pesadelo que não vais querer perder e o mais assustador que experimentei, mas se isto não é suficiente, deixo os cinco principais motivos pelos quais deves dar-lhe uma oportunidade:

5 MOTIVOS

  • Em primeiro lugar é importante salientar que este é um jogo independente, financiado por uma campanha de Kickstarter e que tem como resultado final uma das melhores jornadas de terror dos últimos anos. Dentro de um ambiente sombrio, os fenómenos paranormais vão decorrendo cada vez com mais intensidade quanto maior for o envolvimento com a história, enquanto exploramos a casa por onde já tantos habitantes passaram (com estadias muito pouco pacíficas) vamos percebendo que nada é deixado ao acaso e decifrando o que é que os espíritos que ali ficaram presos querem comunicar connosco.

 

  • A forma como a sanidade do nosso personagem influencia o facto de acontecerem mais aparições espirituais ou sons assustadores é um dos seus pontos mais fortes. Uma das características do gameplay de “Visage” é que podermos controlar a nossa sanidade através de fontes de luz como um isqueiro ou medicamentos que facilmente se encontram nas gavetas da casa e é mesmo importante não descurar neste aspeto, pois quanto mais insana ficar a personagem, maiores são os fenómenos paranormais que vão acontecendo até eventualmente sermos levados pelas mãos do espírito que preambula pela casa. Na minha opinião esta feature é um complemento importante para a jogabilidade, tornando-a mais desafiante e aumentando a intensidade da atmosfera, que já de si só é pesada.

 

  • Temos três jogos em um, ou seja, três capítulos que podemos explorar e que são muito diferentes entre si. Esta casa está habitada pelos traumas dos antigos moradores e dá-nos a oportunidade de experimentá-los todos. Algumas são terror puro, outras baseiam-se mais no suspense e no ambiente que este já proporciona por isso tem muito cuidado na tua escolha, porque uma vez que confirmes a entrada num capítulo, não podes sair mais dele a não ser morto, ou acabando-o. Se o teu objetivo é uma experiência mais baseada na tensão e menos no terror visual, recomendo o “Capítulo 3: Rakan”. Por outro lado, se preferires jogar aquilo que na minha opinião, se assemelha mais ao “P.T.” completo, deves mesmo emergir no mundo do “Capítulo 2: Dolores”. Mas se queres uma jornada sem precedentes, com momentos de horror constantes, o “Capítulo 1: Lucy” é o ideal para ti.

 

  •  Os padrões aleatórios do jogo também são uma forte característica. Podemos passar no mesmo corredor três vezes e o que acontece ser completamente diferente e está diretamente relacionado com os fenómenos paranormais que tanto tenho falado ao longo deste artigo, que incluem luzes que se desligam ou ficam intermitentes, barulhos assustadores como passos ou móveis a ranger, portas que abrem e fecham, rádios e televisões que acendem e apagam sem motivo aparente. Nunca estás sozinho e enquanto exploras uma sala escura, a TV pode de repente acender, ou o contrário, o que obviamente torna toda a experiência muito mais imersiva e completa. Qual é a melhor parte? Se morreres e voltares a fazer o mesmo percurso, os fenómenos vão ser completamente diferentes, por isso o fator surpresa está sempre presente e sendo que essa é a característica base de qualquer jogo deste género, o medo está garantido.

 

  •  Os Puzzles são realmente complexos e vão deixar-te, algumas vezes, sem saber o que fazer, obrigando a explorar muito bem toda a casa (o que nem sempre é algo que queremos fazer porque obviamente, a última coisa nos apetece é ter um jumpscare e ser apanhado), mas de certeza que vais passar muitas horas dentro deste universo macabro, principalmente se tal como eu o teu objetivo é explorar bem todo o espaço e desbloquear o maior número de extras possível. Não é um jogo fácil e quando os espíritos começam em modo perseguição ainda menos, por isso deverás contar com mais ou menos 5 horas (e estou a ser simpática) para cada capítulo, o que confere alguma longevidade ao gameplay.

Se realmente és um amante deste género e já tens saudades de um bom jogo de terror, “Visage” é uma escolha certa, se te atreveres claro!

 

 

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Metade humana, metade geek, esta espécie rara do universo gaming não dispensa uma tarde de jogatinas como nos bons velhos tempos com os vizinhos do bairro. Mal sabia ela que esta pequena paixão um dia se ia tornar num verdadeiro amor pela Cultura POP, daqueles para a vida toda. Jogos, animes, k-pop, séries, filmes, venham eles e é uma miúda feliz. Fazer gameplays é totalmente a sua praia, por isso criou o seu ninho da felicidade no Youtube, onde se dedica ao melhor hobby de todos, que a faz dar as maiores gargalhadas e permitiu encontrar a comunidade onde pertence, sem limites nem julgamentos.