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Minissérie “O Falcão e o Soldado do Inverno”

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Minissérie “O Falcão e o Soldado do Inverno”

Estão preparados para acompanhar as aventuras do Sam Wilson (Falcão) e do Bucky Barnes (Soldado do Inverno)?

Minissérie “O Falcão e o Soldado do Inverno”

O Falcão e o Soldado do Inverno é uma das mais recentes apostas da Marvel Studios que foi criada por Malcolm Spellman, sendo constituída por seis episódios que pode ser vista em exclusivo na Disney +. Esta minissérie é protagonizada por Anthony Mackie e Sebastian Stan, tendo sido baseada nas personagens da Marvel Comics e com a realização de Kari Skogland.

A história desenrola-se após os eventos do filme de 2019, Vingadores: Ultimato, onde Sam Wilson (Anthony Mackie) é escolhido por Steve Rogers (Chris Evans) para ser o próximo Capitão América, enquanto Bucky Barnes (Sebastian Stan) observa essa passagem tão especial. Será que Sam vai decidir seguir com o legado do seu amigo? E a sociedade vai aceitar e deixar um homem negro como o Capitão América? É o que vamos ter de esperar para ver!

Afinal, o que significa ser um super-herói como o Steve Rogers foi enquanto Capitão América? Este é um homem que se tornou num modelo de inspiração para muitos, mas que fez muitos sacrifícios ao longo do seu caminho por um bem maior. Será que existe alguém que tem as características necessárias para continuar com este legado? Ao longo destes seis episódios, O Falcão e o Soldado do Inverno explora o assunto e uma coisa é garantida, a memória de Steve Rogers continua a viver, tal como os seus valores, sendo que fizeram uma bonita homenagem a este herói nesta produção.

Minissérie “O Falcão e o Soldado do Inverno”

O escudo de Steve Rogers é um símbolo da nação que representa o seu legado e a sua visão positiva que foi-se mantendo devido às suas convicções, porém também representa muita coisa para muitas pessoas, entre elas, Sam e Bucky. Ele deu o escudo ao Sam por uma razão, sendo que representa a pessoa que a ergue e os símbolos não são nada sem as pessoas que lhe dão significado.

A simbologia é muito referida nesta história, principalmente quando está relacionado com o escudo de Steve Rogers que tem um peso e uma pressão muito grande, seja qual for a próxima pessoa a erguer o mesmo, sendo que vai ter um desafio para continuar com o legado do escudo deste super-herói.

Este é um mundo diferente que está a passar por dificuldades e está constantemente a ser ameaçado. Por isso, é fundamental que haja um novo Capitão América presente.

Pode conter spoilers!

 

Depois de metade do planeta ter regressado do Blip, cerca de 5 anos já tinham passado e estas pessoas estiveram este tempo todo desaparecidas e tudo acabou por mudar, pois tinham voltado a um mundo ligeiramente diferente e toda a gente que conheciam já tinham seguido em frente. Por isso, o regresso não vai ser nada fácil para este grupo de pessoas e vai afetá-las de uma maneira bem específica, sendo que vamos conhecer melhor as marcas que o estalo de Thanos (Josh Brolin) deixou nestas pessoas. Para além disso, tanto Sam Wilson como Bucky Barnes também foram vítimas do Blip e passaram por um processo de adaptação que demorou o seu tempo, mas que ainda continua.

 

Flag-Smashers, um grupo terrorista em que o seu lema é “Um Mundo. Uma Povo”

Karli Morgenthau (Erin Kellyman) é a líder de um grupo anarquista chamado de Flag-Smashers que faz o que for preciso para defender e lutar pela sua causa, pois acredita plenamente que o mundo era bem melhor e tudo era mais fácil durante o período do Blip, em que neste momento estão a lutar pela abertura das fronteiras nacionais e querem unir o mundo como uma única nação, mas não da melhor forma, porque podem vir a trazer o caos para todos.

Este grupo radical e revolucionário tem pessoas a ajudar neste movimento que estão espalhadas pelo mundo e em todo o tipo de plataformas. Os seus membros têm poderes que são difíceis de combater, pois receberam o mesmo tipo de soro de super soldado que Steve Rogers e Bucky Barnes, tornando-se assim, adversários à altura que Sam e Bucky têm de ter cuidado ao mesmo tempo que investigam e descobrem a origem deste soro e da criação de novos super soldados.

Começamos a perceber a frustração, as convicções e motivações de Karli que não é uma pessoa fria, mas que luta por algo maior do que ela própria que é acabar com a supremacia, porém nem sempre tem noção do modo como a sua causa afeta os outros. E Sam é daquelas pessoas que concorda com a luta de Karli e tem esperança que ela mude, mas não aceita a forma como ela faz as coisas, sendo que ele quer negociar de uma forma mais pacífica com Karli e por isso, ele tenta criar empatia e conversa com ela, com o objetivo de compreender o seu ponto de vista para com a causa e impedir que ela cometa mais erros e siga com os seus planos que já originou muita violência e mortes indesejadas até agora. Será que Sam vai ter sucesso a convencê-la a desistir?

 

O Falcão faz missões em conjunto com a Força Aérea dos Estados Unidos da América

Sam Wilson ou Falcão é um vingador que foi apresentado no filme de 2014 do Capitão América – O Soldado do Inverno quando uniu forças com Steve Rogers na luta contra a Hydra ao mesmo tempo que tentavam salvar Bucky Barnes que tinha sofrido de uma lavagem cerebral que o transformou num assassino eficaz.

Atualmente, ele está a trabalhar há seis meses em conjunto com a Força Aérea dos EUA em que uma das suas missões desenrolou-se na Tunísia para rastrear um avião que foi sequestrado por membros do grupo terrorista LAF, liderado por Georges Batroc (Georges St. Pierre). Joaquin Torres (Danny Ramirez) faz parte da equipa de apoio de Sam Wilson que tem uma grande admiração pelo trabalho do Falcão e investiga a relação deste grupo terrorista com outro que vai dar que falar que são os Flag-Smashers.

Sam resolve entregar o escudo ao governo dos EUA para ser colocado num museu que exibe uma exposição que contém o traje e a história de Steve Rogers como Capitão América e fazendo assim, uma homenagem bem merecida à figura que fez tanta diferença na vida das pessoas. Sam acredita que não é a pessoa certa para continuar o legado deste super-herói e achou que era o correto a fazer, mas não são esses os planos que o governo tem em mente.

Minissérie “O Falcão e o Soldado do Inverno”

Uma coisa é certa. Sam Wilson é um lutador que tem um caminho a percorrer antes de tomar a sua decisão que vai passar pelo seu amadurecimento, mas sem dúvida que ele é um herói perfeccionista e esta história consegue comprovar, sendo que uma das minhas partes favoritas foi ver a montagem feita com uma sequência de imagens que foi apresentando o treino de Sam que utiliza o escudo como ferramenta de preparação, em que eu achei muito interessante e que cativou, mostrando assim, a sua evolução não só como um herói, mas também como ser humano. Garanto que vai existir uma entrada triunfante desta personagem.

 

Bucky Barnes lida com o seu passado conturbado e com os atos que cometeu enquanto Soldado do Inverno que lhe deixaram traumas pelo caminho

James Bucky Barnes era o melhor amigo de Steve Rogers durante os anos 1940 que mais tarde foi dado como morto durante a 2ª Guerra Mundial, mas na realidade não foi isso que aconteceu porque ele tinha sofrido uma lavagem cerebral e foi programado pela Hydra para eliminar qualquer alvo que esta organização ordenasse, tornando-se assim, num assassino poderoso e sem escrúpulos. Ele matou os pais de Tony Stark (Robert Downey Jr.) que foi das principais razões pelo quase houve uma batalha entre o Capitão América e o Homem de Ferro em Guerra Civil (2016), pois Steve quis proteger Bucky de Tony que não olhava a meios para destrui-lo.

Durante a sua estadia em Wakanda que é apresentada através de flashbacks e depois de muita persistência, sofrimento, tempo e recursos, a programação do Soldado do Inverno foi removida e finalmente, Bucky estava livre do controlo das palavras na sua mente e com o seu espírito de volta. Mas isso não era suficiente. Já inteiro e com um braço vibranium, Bucky não teve tempo para lidar com tudo o que lhe aconteceu e por isso, ele questiona tudo na sua vida ao mesmo tempo que tem de enfrentar os seus traumas e medos, sendo que os seus pesadelos continuam a acontecer e repletos de memórias que mostram imagens dos seus comportamentos e ações durante o seu período enquanto o Soldado do Inverno.

Atualmente, este super soldado frio e calculista com mais de uma centena de anos já não é o Soldado do Inverno, mas sim um civil que vive isolado num pequeno apartamento no Brooklyn em New York. Ele quer sentir-se livre do seu passado, depois de tanto sofrimento que causou à vida de outras pessoas e tentar compensar quem ele magoou, sendo que tem um caderno com a lista dos nomes daqueles que foram vítimas do Soldado do Inverno e com quem precisa de fazer as pazes e tem regras que deve seguir, em que pode incluir não magoar ninguém e não fazer nada de ilegal.

Como foi perdoado pelos crimes que cometeu, o governo decidiu que Bucky tivesse sessões de terapia obrigatórias com a Dra. Raynor (Amy Aquino) que o vai ajudar a criar ferramentas úteis para lutar contra os seus demónios, mas ele continua a esconder a verdade sobre os seus pesadelos.

Bucky tem a oportunidade de se tornar numa pessoa que pensava que nunca voltaria a ser e até mostrar o seu lado mais charmoso e divertido, sendo que ele é daquelas pessoas que gosta de encarar os outros sem dizer uma mera palavra que eu achei engraçado.

Depois de ter observado a decisão de Steve para o substituir, Bucky não concorda com a decisão de Sam de não ficar com o escudo e sim entregar ao governo. Bucky passa por conflitos e dilemas e não consegue compreender as dúvidas de Sam em continuar com o legado de Steve.

A história vai retratando as aventuras de duas pessoas completamente opostas entre si que têm um amigo em comum e que se unem por um determinado objetivo que vai testar a paciência, capacidades e habilidades de cada um ao mesmo tempo que têm de tomar decisões difíceis e lidar com os seus dilemas.

Minissérie “O Falcão e o Soldado do Inverno”

A cumplicidade e dinâmica evidente de Sam Wilson e Bucky Barnes

Depois de algum tempo sem se verem, Sam Wilson e Bucky Barnes fazem uma missão juntos que vai tendo as suas adversidades e obstáculos.

Esta dupla tem uma rivalidade e uma dinâmica natural e fantástica, sendo que partilham momentos bem divertidos que fizeram com que o público criasse empatia com eles. Durante os seus diálogos, não vão faltar brincadeiras e troca de piadas, mas também vai haver uma troca de olhares impecável que Sam e Bucky têm um com o outro, principalmente quando estão no interior da mesma sala com a terapeuta de Bucky e tentam partilhar os seus pensamentos que não vai ser nada fácil para nenhum dos dois. Eles são daquelas personagens de que por vezes não são necessárias palavras, mas basta um simples olhar para se perceber o que vai na cabeça de cada um.

 

O novo Capitão América escolhido pelo governo dos EUA

John Walker (Wyatt Russell) é um soldado corajoso que é bom em velocidade e resistência e que sempre fez tudo o que lhe foi ordenado, mas agora chegou o verdadeiro desafio da sua vida. Ele é a primeira pessoa na história a receber três medalhas de honra, sendo que participou em missões de contra-terrorismo e resgate de reféns e foi bem criado e treinado. Como parceiro, ele tem Lemar Hoskins (Clé Bennett) que é a sua bússola moral, ajudando-o a tomar as melhores decisões, mas são muitas as vezes que não ouve os seus conselhos.

Tanto Bucky como Sam não reagem bem ao anúncio do novo Capitão América, sendo que esta dupla nem sequer consegue confiar em John Walker e quando eles estão numa batalha complicada contra os mascarados dos Flag-Smashers que possuem habilidades semelhantes a Bucky acabam por não aceitar bem quando tiveram de ter a ajuda de John Walker e do seu parceiro, Lemar Hoskins antes que algo de pior sucedesse. Será que algum dia, eles vão trabalhar com o novo Capitão América?

Walker quer criar a sua reputação como o novo Capitão América e estar à altura do seu antecessor e acredita que ter Sam e Bucky ao seu lado é fundamental para isso acontecer. Ele tenta criar uma aliança com Sam e Bucky por uma luta em comum que inclui impedir revoluções mais violentas que têm ocorrido após o Blip, mas em vão, pois esta dupla recusa a proposta. Será que Walker vai continuar a insistir em querer recrutar Sam e Bucky?

John Walker é daquelas pessoas que mais cedo ou mais tarde, a sua fúria vai ser despertada contendo violência à mistura, acabando por perder o controlo e assim, conhecer melhor o seu lado mais obscuro e as consequências pelos seus atos, principalmente quando perde alguém próximo e não pode voltar atrás com aquilo que possa vir a fazer, como por exemplo injetar-se com o soro do super soldado. São várias as razões pelo qual ele não é a melhor escolha como Capitão América e aos poucos vamos conhecendo as mesmas, sendo que desde o início que ele foi anunciado como o novo herói que me deu uma primeira impressão de que não seria a pessoa mais adequada para continuar com o legado e só ia fazer asneiras que podia vir a prejudicar outros. Para além disso, temos a oportunidade de acompanhar a sua jornada até se tornar no Agente Americano, uma personagem bem conhecida da banda desenhada da Marvel Comics.

 

Quando os heróis e os vilões se unem por um objetivo em comum

Para conseguirem conhecer mais sobre a origem do soro do super soldado que surgiu e saberem informações sobre os Flag-Smashers e a sua líder Karli, Bucky tem uma ideia um pouco maluca que é eles pedirem ajuda a Zemo (Daniel Brühl), uma das pessoas mais perigosas e malucas do mundo que fez parte da organização da Hydra, sabendo todos os seus segredos e que pode ter conhecimentos úteis sobre o soro, mas ele está numa prisão em Berlim, pois ele já matou milhares de pessoas, incluindo o Rei T’Chaka de Wakanda. Bucky tem um plano para tirar Zemo da prisão mesmo que tenha uma relação complicada com ele, sendo que foi a pessoa que terminou o trabalho necessário para o projeto do Soldado do Inverno existir.

Zemo é um manipulador nato, pois mexe com as mentes das pessoas, mas é um meio para um determinado fim e pode vir a ser um aliado e ajudá-los a conter a ameaça dos Flag-Smashers. Será que o plano de Bucky vai resultar em que lutas em prisões podem ser utilizadas como uma vantagem? Para além disso, será que Zemo vai ajudar a nossa dupla? Por vezes, existem situações em que inimigos se tornam aliados e se unem por um objetivo em comum, mesmo que haja falta de confiança e este é um desses exemplos, sendo que quando há uma troca de olhares entre Bucky e Zemo, nós sabemos que tem um único significado.

Bucky, Sam e Zemo acabam por viajar para Madripoor, uma cidade que é um tipo de santuário para todos aqueles que possam ter cometido algum crime e que tem como líder, o Mercador do Poder. Assim, eles podem descobrir mais sobre a origem destes super soldados que estão a surgir com habilidades poderosas e sobre quem criou de novo, o soro do super soldado.

O que significa realmente ser um super soldado? É possível ser a mesma pessoa, mesmo tendo poderes ou pode influenciar a personalidade de cada um ou mesmo intensificar a mesma?

Enquanto estão por Madripoor, eles visitam uma discoteca, em que Zemo protagoniza uma das cenas mais divertidas da história que é dançar na pista com uma intensidade de movimentos feitos de tal forma que é como se não existe o amanhã.

 

O que aconteceu a Sharon Carter e porque está ela em Madripoor?

Quem não se lembra da sobrinha de Peggy Carter (Hayley Atwell)?

Sharon Carter (Emily VanCamp) cria uma nova vida nesta cidade depois de ter sido exilada dos EUA, mesmo após os muitos sacrifícios que fez pelo seu país que nem sempre valeram a pena, pois acabou por não ser bem compensada, fazendo com que ela não esqueça do passado que sofreu como vítima do governo americano.

Atualmente, ela é uma pessoa com muitos recursos e conhecimentos, através do seu trabalho como vendedora de arte ao mesmo tempo que esconde muitos segredos. Será que Sam e Bucky podem confiar nela depois de terem negociado que iam ajudá-la a limpar o seu nome?

Sharon é daquelas pessoas que tem sempre um plano na manga e isso vai dando para perceber em situações bem específicas e chega a um ponto que nem sabemos em que lado é que ela está. Podemos ter a oportunidade de ver um lado mais obscuro desta personagem, mas afinal de que lado está Sharon Carter? Foi bom ver Sharon em ação que foi sem dúvida, fantástico de assistir.

 

Uma participação especial vinda diretamente de Wakanda

É sempre bom quando surge o aparecimento de personagens que faz com que o público se vá lembrar de Wakanda, sendo que até houve uma referência a uma cena pós-crédito do filme A Pantera Negra.

Ayo (Florence Kasumba), uma das pessoas pertencentes à guarda real da Dora Milaje de Wakanda aparece para levar Zemo, com o objetivo de ser julgado pelos seus crimes. Ela fez parte da equipa que ajudou Bucky enquanto ele esteve a recuperar em Wakanda para tirar a programação do Soldado do Inverno da sua cabeça.

Este grupo de mulheres cheia de habilidades e com muito treino em cima não desistem enquanto não cumprirem com a sua missão, sendo que foram protagonistas das melhores cenas de ação da minissérie que tiveram coreografias impressionantes de luta, em que combatiam de forma incrível e com alguns truques à mistura.

 

Quem é o Isaiah Bradley?

Numa viagem até Baltimore, Bucky Barnes dá a conhecer a Sam, um super soldado veterano com quem tem um passado conturbado chamado de Isaiah Bradley (Carl Lumbly) que participou na Guerra da Coreia, mas que atualmente o mundo pensa que ele está morto.

Este é o primeiro Capitão América negro que existe na banda desenhada que é apresentado nesta minissérie. Isaiah tem o soro do super soldado no interior do seu corpo, tal como Steve Rogers e Bucky Barnes, mas o seu futuro foi diferente e não teve os melhores resultados. Ele foi envelhecendo cheio de problemas e sofrimento depois de ter estado a ser vítima de experiências científicas durante cerca de 30 anos, pois quem tem o soro torna-se numa pessoa muito valiosa.

Assim, Isaiah está convicto de que a população nunca vai deixar um homem negro ser o Capitão América e ele é prova viva disso. As pessoas esperam que o Capitão América seja um determinado tipo de pessoa, mas isso não quer dizer que isso venha a acontecer, pois cada vez começam a surgir mais mudanças, mesmo que a luta contra o racismo continua a ocorrer. Será que Isaiah tem razão? Ele foi uma peça fundamental para Sam começar a refletir, questionar-se sobre aquilo que queria mesmo fazer e todos os dilemas que tem para resolver. Qual vai ser a decisão final de Sam?

Eu acredito que Sam mais cedo ou mais tarde vai assumir a sua função como o próximo Capitão América, mas para isso acontecer, ele ainda terá de amadurecer e evoluir, tornando-se assim, na pessoa que precisa de ser para continuar o legado do seu amigo, porém ele já segue os valores e prefere resolver as coisas a conversar em vez de usar a violência que só o faz em último recurso.

Para além disso, ficamos a conhecer quais são as vantagens de ter Sam como o próximo Capitão América e vai sendo feito de um modo perspicaz, sendo que eles transmitem a mensagem certa.

 

Referências ao mundo da Marvel

O que não vão faltar são várias referências pertencentes ao mundo da Marvel, sejam elas relativamente à banda desenhada, mas também a filmes do MCU, tais como, Capitão América, Vingadores, entre outros.

Os easter eggs vão estando presentes em diversos momentos e o público vai ter de estar atento e assim, conseguir reconhecer aqueles que vão apresentando em cena.

Também falemos de locais como a cidade de Madripoor ou Wakanda, um território tão peculiar e fantástico que fez toda a diferença na recuperação de Bucky Barnes, através da eliminação eficaz da programação criada pela Hydra.

Por fim, existem aquelas personagens que começamos a criar ligações não só com o passado e presente da MCU, mas também com o seu futuro, como por exemplo, Estrela negra, Isaiah Bradley, Zemo, as guerreiras pertencentes à Dora Milaje de Wakanda, o futuro Patriota e muito mais.

Esta história tem atenção aos detalhes e a todos os pormenores, colocando referências tão bonitas de relembrar.

Conseguiram identificar todas as referências apresentadas nesta minissérie?

Minissérie “O Falcão e o Soldado do Inverno”

Uma história que não desiludiu e vai fazer toda a diferença no futuro da MCU

Esta é uma história que está completamente ligada à figura que deve representar o Capitão América, o seu legado e tudo o que esteja relacionado com ele, incluindo os seus principais aliados, Sam Wilson e Bucky Barnes que vão ter de se juntar para lutar contra um inimigo.

Ao longo dos episódios, esta minissérie vai mostrar os desafios que é continuar com um legado tão significativo como o do Capitão América. Também apresenta a responsabilidade que uma pessoa tem de ter quando tem poder e representa uma referência para alguém.

Quando temas tão importantes como o racismo são abordados numa história de super-heróis que está disposta a arriscar, sendo que são feitos de um modo bem explícito, mostrando situações específicas em que a cor da pele tem influência pode ajudar a criar discussão. Também são desenvolvidas as identidades das personagens e apresentadas conversas com bons discursos que motivam e criam um impacto, podendo fazer toda a diferença na vida de uma pessoa. Tudo isto faz com que o público tenha uma reflexão perante assuntos que são pertinentes para a sociedade.

Esta é uma minissérie que tem um pouco de tudo, desde ação, ficção científica, suspense, espionagem, aventura, comédia e até momentos mais dramáticos, violentos ou tensos. Nestes episódios vão surgindo explosões, tiroteios que podem incluir armas pesadas, atos de violência, tragédias que podem deixar qualquer um em choque e muito mais. Mas não deixa de ser uma história mais realista e bem equilibrada com reviravoltas e surpresas inesperadas que apresenta os problemas atuais da nossa sociedade e cria um interesse para quem está a acompanhar desde o início até ao fim, sendo que é mais do que suficiente para cativar o público com a sua boa qualidade de CGI.

A premissa da história está bem implementada e teve um bom desenvolvimento emocional. Para além disso, não faltou os seus momentos de ação que traz adrenalina ao espetador com uma movimentação durante as lutas impecável, sendo que uma das minhas partes favoritas foi quando o Falcão esteve presente numa luta aérea e utilizou as ferramentas peculiares do seu uniforme e a assistência da Asa Vermelha durante cerca de 10 minutos, de tal forma, que foi cativando constantemente devido às suas manobras invasivas, mas eficazes que iam sendo implementadas.

As sequências de ação e luta são pensadas ao pormenor e algumas delas até são bem intensas, sendo que vai tendo música muito bem introduzida neste tipo de cenas. Por vezes, a banda sonora é mexida, mas é constituída por músicas com um ritmo específico para criar cada vez mais curiosidade ao público do que vai acontecer de seguida, e sem dúvida que fica na memória, a música que é utilizada durante os créditos que é a ideal para esta minissérie.

O desempenho do seu elenco está excelente, principalmente dos seus protagonistas que conseguiram mostrar um lado diferente das suas personagens, sendo que também os ângulos de filmagem foram criando um grande impacto para o espetador e resultando em cenas bem executadas.

As personagens são especiais, cada uma à sua maneira em que uns têm mais traumas do que outros, mas vão ser postas à prova e de um modo bem próprio. Num geral, estas foram bem desenvolvidas e com uma história que foi tendo uma boa construção e organização gradual ao longo destes seis episódios, sendo que foi de acordo com as expetativas que criou um resultado final incrível. A Marvel continua a surpreender com os cuidados que vai tendo com os detalhes e eu acredito que não vai ficar por aqui.

Esta foi uma ótima altura para darem uma oportunidade e deixarem estas personagens brilharem. Assim conseguiram ter um bom amadurecimento, envolvendo todos aqueles que estão a assistir, transformando-se depois numa jornada única e sem deixar de ter os seus momentos mais épicos e estupendos.

O Falcão e o Soldado do Inverno foi uma produção bem trabalhada e vai conseguir se relacionar com todo o universo da Marvel. Não é só sobre o legado do Capitão América e quem merece erguer o seu escudo que tem um símbolo que representa a justiça e honra, mas sim conhecermos melhor estas personagens e como cada um deles lida com os seus traumas e medos.

Esta minissérie foi ideal, estreou na altura certa e correspondeu à qualidade dos próprios filmes da MCU. Está situada na fase 4 da MCU nas quais fez as ligações necessárias para com os futuros projetos da Marvel e vai ter implicações, principalmente com o próximo filme de Capitão América que agora tem um uniforme que promete não deixar ninguém indiferente e que inclui um bonito significado sobre o que representa o legado do Capitão América para o futuro.

Autêntica geek, principalmente com tudo relacionado com filmes e séries. Esta é uma das minhas grandes paixões, de tal forma que eu resolvi criar um blog, onde partilho a minha opinião sobre o que vejo do universo dos filmes e das séries: A Geek Traveller.