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Análise Persona 5 Tactica – Chibis estratégicos

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Persona 5 Royal foi um verdadeiro marco na franquia, sendo utilizado para jogos spin-off, bandas desenhadas e animes. Confesso que o meu primeiro contacto com a franquia foi o Persona 5 Strikers, onde rapidamente me apaixonei pelo setting, pela história e pela jogabilidade em si, visto ser um action RPG baseado em hack and slash. Depois de uma experiência tão positiva, as expectativas para Persona 5 Tactica estavam no topo, principalmente tendo em conta que foi este ano que descobri o gosto pelos RPG táticos com o Front Mission 1st Remake. Esteve o jogo à altura das expectativas? Posso já adiantar que sim!

Em Persona 5 Tactica vemos o regresso dos protagonistas de Persona 5 Royal, mas com um twist, é-nos apresentada uma versão Chibi dos protagonistas, que é um estilo de arte muito característico pela sua “fofura”. Este é de facto um dos muitos pontos onde Persona 5 Tactica acertou em cheio, todos os visuais estão bem trabalhados, e conseguem transportar todo o ambiente visual e estrutura visual de Persona 5 Royal para um universo Chibi. Os personagens, os personas, os inimigos, os cenários, tudo foi transformado numa versão fofa sem deixar a desejar. E eu sei que costumo deixar a parte dos visuais mais para o final das minhas análises, mas foi um ponto que a meu ver se destacou tanto, que não me contive e tive de falar logo nele. Mas vou fazer o que costumo fazer, juntar os visuais à banda sonora, que como sempre está absolutamente incrível. As faixas de jazz cheias de energia características da franquia são extraordinárias, com alguns temas clássicos a marcar presença, como por exemplo a música do velvet room.

Mas para disfrutar destes elementos visuais e auditivos, e de todo o jogo em si, convém conhecermos um pouco do contexto da narrativa de Persona 5 Royal, visto que esta história decorre entre o segundo e o terceiro semestre escolares do título original. Ou seja, se forem jogar diretamente este título, vão cair um pouco de para-quedas na história e receber uma boa dose de spoilers. Ou pelo menos ficarem no mínimo bastante confusos com o conceito de Persona 5, a questão do metaverso, dos personas, e tudo o que está envolvido.

E adivinharam o Tactica do Persona 5 Tactica significa mesmo tática! O que significa que temos a jogabilidade de um tactical RPG mas com alguns twists que tornam o jogo mais fluído e ligeiramente diferente dos tactical RPG’s mais tradicionais. O primeiro ponto de diferença está na grelha de movimento. Sim nós continuamos a ter a grelha como sempre, mas aqui nós podemos andar livremente pela grelha até escolhermos a nossa próxima ação, seja atacar, trocar de personagem ou terminar o turno. Isto permite muito mais liberdade na jogabilidade, pois já não ficamos trancados na slot para onde escolhemos andar até ao fim do turno, e podemos caminhar livremente ao invés de sermos levados pelo jogo depois de escolhermos a slot. E é certo que isto é muito útil na hora de escolher o sítio onde nos vamos posicionar para atacar, visto que podemos ver todas as nossas opções em cada slot da grelha. Mas também e importante reforçar que sempre que terminamos um ataque, já não podemos mover o nosso personagem. Estes ataques são constituídos por três opções, as nossas armas, ataques corpo a corpo e os nossos personas. Para os ataques temos ainda algumas opções especiais, como encurralar os inimigos para criar um ataque triangular, o triple threat, podemos fazer combos entre membros da party e podemos utilizar elementos do cenário ou as consequências dos nossos ataques para atingir mais inimigos.

Tendo personas é natural que estes tenham um sistema de fusão como nos jogos anteriores, onde podemos utilizar o velvet room para juntar personas e criar novos personas mais poderosos, equipá-los nos membros da party e seguir para as batalhas. Podemos também comprar e fundir armas, e não poderia faltar a clássica skill tree. Como sempre temos também o nosso safe room, onde podemos entrar em quests, missões principais, comprar armas, ir ao velvet room, evoluir skills, escolher party members, etc.

De facto não tenho muitos defeitos a apontar a Persona 5 Tactica, apenas algumas boss fights serem um tanto difíceis, neste caso com uma dificuldade que é claramente contrastante com o resto das batalhas, e que por vezes algumas podem ficar ligeiramente aborrecidas, porque, Persona 5 Tactica é a adaptação perfeita para RPG tático de uma franquia de culto.

9/10


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Apaixonada pela cultura geek e principalmente pelo gaming desde pequenina, quando ficava horas seguidas a jogar consola. Jogar apenas deixou de ser suficiente para saciar o apetite por videojogos, então logo começou a fazer vídeos, a falar e a escrever sobre videojogos. Como uma paixão geek nunca vem só, adora ver animes, séries e filmes. Pelo caminho ainda vai aprimorando a sua veia musical.