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Cinema

Across the Spider-Verse: Uma expansão visionária

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Across the Spider-Verse

O universo cinematográfico da Marvel sabe como desafiar as críticas e com este Across the Spider-Verse, mostra que também sabe como realizar uma sequela que apresenta níveis de excelência que ultrapassam qualquer expetativa elevada.

Escrito pelas mãos de Phil Lord, Christopher Miller e David Callaham, foi assumido um tom mais sério ao ritmo de cores e designs de banda desenhada, que fazem deste projeto uma inspiração quase ao quadradinho.
A continuação da história de Miles Morales, o possível futuro protagonista aranhiço deste Spider-Verse, segue um estilo próprio de autoconhecimento e dilemas heroicos muito ao estilo do que aconteceu com Peter Parker/Spider-Man de Tom Holland em No Way Home.

Por intermédio de uma montanha-russa de estímulos visuais e musicais, Miles (Shameik Moore) está a viver uma vida de herói em Brooklyn na Terra-1610 ainda preso aos acontecimentos de Into the Spider-Verse, enquanto Gwen Stacy (Hailee Steinfeld), da Terra-65, está presa num loop de um acontecimento trágico e numa solidão que poderá ter uma solução a nível multiversal. Um vilão inesperado, The Spot (Jason Schwartzman) e uma presença forte de Miguel O’Hara/Spider-Man 2099 (Oscar Isaac), antagonista e anti-herói respetivamente, deram relevo à exploração do bem e do mal, do correto e do errado, que se reflete nas lutas decisivas que Miles pretende vencer a todo o custo.

Across the Spider-Verse

Se ao longo do franchise, um Spider-Man era a regra e três foram muitos em No Way Home, este modelo de animação apresenta mais de 100 variantes de Spider-Man, todos apresentados de forma canónica – e até de meme – e que poderá permitir uma expansão ainda mais visionária do futuro do Spider-Verse. Na Spider-Society é possível conhecer Jessica Drew/Spider-Woman (Issa Rae), Pavitr Prabhakar/Spider-Man India (Karan Soni), Hobie Brown/Spider-Punk (Daniel Kaluwya), Spider-Man da Insomniac, Scarlet-Spider e Lego Spider-Man. Foi também bom rever caras e vozes do primeiro filme como Peter B. Parker/Spider-Man (Jake Jonhson). E não é necessário recorrer a hipérboles quando tentamos quantificar a qualidade deste franchise, que tem capacidade e conteúdo suficientes para se tornar numa das melhores trilogias de todos os tempos.
Across the Spider-Verse
A banda sonora ativa emoções, as cores tem significado para além do aspecto visual e de teia em teia balançamos entre a vida de herói e as suas relações pessoais e familiares.

Não há Leap of Faith, um shot memorável do primeiro filme, mas temos uma das melhores peças de animação dos últimos tempos. Agora marcamos encontro em 2024, com Spider-Man: Beyond the Spider-Verse.

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